Turning Point

Tradução literal: ‘ponto da virada’. Em bom português, é aquele momento em que, depois de pôr a vida de ponta-cabeça e fazer uma verdadeira faxina interna, limpando as gavetas, os armários, é hora de começar tudo de novo.
Adoro turning points e sei dizer direitinho quando os meus aconteceram.
Dizem que seguem a tradição dos sete anos, vai saber – aliás, quem foi que começou essa história dos sete anos? Quebrar espelho, sete anos de azar. Vida a dois, depois de sete anos entra em crise. Ver gato preto, sete anos blá-blá-blá. Vai saber.
A verdade é que não há nada melhor do que um bom recomeço. Sei vou soar meio louca, mas amo o momento pós-faxina, no qual depois de um bom e prolongado banho – de corpo e alma – sou literalmente outra e a casa, tirlintintando de tão limpinha e cheirosa, indica que minha mente está igualmente renovada para receber informação nova. É a dita faxinoterapia, dizem os experts.
Tinha uma amiga em Floripa que dizia não haver nada mais ‘pós-faxina’ do que um belo bolo assando no forno e uma chuvinha no fim da tarde. Aderi à onda, e sempre procuro me mimar – lei da recompensa! – com algo de gostoso para assar no forno depois da faxina-nossa de toda semana.
Sexta ou sábado costumam ser os dias tradicionalmente agendados para uma boa faxina na casa. Nã-nã-nin-nã-nã. Juram os esotéricos não haver dia melhor para uma boa e velha faxina do que, adivinhe? A quarta-feira!.
Dia bom para organizar, renovar, reciclar, limpar as velhas energias impregnadas na casa, expulsar os maus-espíritos.
É o dia do recomeço. Isso. Dia do turning point.





