Uma mulher com uma cama

Entre os textos mais comentados, acredito, está o da Teoria do Colchão. A turma preocupada se o projeto do quarto ia ou não pra frente. Implicações à vista, obviamente. Sim, o projeto está sendo devidamente executado, viva!
Pois bem, hoje, com o quarto em obras, foi que me dei conta de que faltam poucos dias para me render de vez ao status de permanência obtido com a aquisição de uma cama de verdade. Sniff. Lá se vai a mobilidade de meu lindo colchão, adaptável a qualquer ambiente da casa, especialmente quando resolvo mudar de ‘ares’ e dormir confortavelmente no chão da sala. No melhor estilo ‘ritual de despedida’, resolvi aproveitar os momentos derradeiros de todo o potencial móvel de meu amigo colchão e sua solteirice, antes de casar-se com a cama japonesa lindamente designed para compor o look de um quarto devidamente planejado. Com uma ponta de nostalgia ao relembrar nossa parceria nos últimos anos, arrastei novamente meu velho amigo para o chão da sala, e criei, em questão de segundos, o que um designer modernoso chamaria de ‘ambiente integrado’, graciosamente ornamentado com meu jogo de lençóis favorito, um incenso e uma luminária japonesa, claro (minha cara, não?).
Assim, enquanto as obras do quarto vão sendo concluídas, vou matando a saudade de um tempo em que minha casa era lugar nenhum.
Me desejem sorte. Precisarei de um tempo para digerir que, de agora em diante, serei uma moça com uma cama de verdade.
Em tempo: a transição de ‘status’ foi propositalmente planejada para coincidir com o período em mudarei de idade. Fechando um ciclo, abrindo um outro. Espaço para o novo, como diria minha irmã psicóloga. Mas isso é assunto para outro post...







