Quanto vale o preço da liberdade?
"A felicidade só se torna de fato real quando compartilhada"****
Dificilmente vou esquecer esse filme.
É um daqueles que ficam registrado para sempre na memória, que marcam e nos fazem refletir sobre o preço de determinadas escolhas. Nesse caso, a liberdade a qualquer custo, o desejo de transgressão, o querer fazer (e sentir) diferente, ir contra às velhas normas (pré) estabelecidas socialmente.
A história verídica de Christopher McCandless - o andarilho supertramp - me remeteu a deliciosa sensação de liberdade que sinto cada vez que estou no mundo, por aí, de mochila nas costas, sem lenço tampouco documento, sem registro, nome nem identidade, apenas mais uma, leve e solta no universo, em contato com a natureza.
É quando me sinto mais humana, mais próxima de Deus e da verdadeira essência de estar aqui, de passagem pela Terra.
Contudo, a trajetória inconsequente de Chris rumo ao Alaska me fez perceber que nada disso faz muito sentido se não temos como referencial o outro, se não consideramos o papel essencial que as relações humanas desempenham em nossa vida. Voltar as costas para isso é inútil.
Liberdade, desejo de aventura e trangressão a uma sociedade essencialmente materialista não me parecem sentimentos legítimos sem a valorização dos vínculos afetivos, aqueles que dão realmente sentido à nossa existência.
Recomendo de verdade esse filme.
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