A Dona das Mães
Seria cliché falar de minha mãe hoje só porque é dia das mães.
Mas não tem jeito, vou cair no clichê. Em meio a bilhões de coisas para dar conta, artigos a escrever, prazos a cumprir, me reservo ao direito de parar um segundinho para falar de minha mãe hoje.
Minha mãe parece que já nasceu mãe. Nunca a vi de outro jeito, senão sendo mãe de todos e para todos. Dona de um coração enorme, acho mesmo que para minha mãe, o filho da rua tem o mesmo valor do que o filho de casa. Minha mãe é mãe do flanelinha que limpa o seu carro enquanto sai para sua caminhada na praia, é mãe do meu melhor amigo, do rapaz da padaria, da moça da loja, do menino que tira xérox. Minha mãe é assim mesmo, impossível passar despercebida.
Minha mãe tem cara de abraço, de colo, de água salgada do mar que tanto adora. Parece uma menina quando vê o mar. Minha mãe é mãe profissional, de fazer o prato preferido do filho, de esconder presente, de dar demonstrações públicas de seu afeto, para os filhos e não filhos, aqueles que elege pela razão do coração. Minha mãe tem cheiro de bolo quentinho saído do forno, gosto de pé de jabuticaba, sua fruta preferida, de perfume Atkinsons, aquele que nem fazem mais, mas que remete aos dias de minha infância quando minha mãe, de banho tomado e com seu perfume preferido, me envolvia em seu abraço gostoso.
Minha mãe lembra a música de Emilio Santiago, de Nana Caymmi, trilhas sonoras de nossa vida, sons que entoavam nossos almoços de domingo, e ainda ecoam em nossa casa alegre e musical.
Ainda hoje mantemos o ritual de nos reunirmos para o almoço de domingo, algo quase que sagrado e sacramentado mesmo com minhas tantas idas e vindas, com os nossos acertos e desacertos, nossas tantas diferenças.
Impossível não falar de minha mãe hoje. Porque costumo respeitar esse chamado que quando fala, eu calo e obedeço e hoje ele me disse para vir aqui, nesse cantinho virtual, traduzir em palavras o amor que sinto pela minha mãe.
Mas não tem jeito, vou cair no clichê. Em meio a bilhões de coisas para dar conta, artigos a escrever, prazos a cumprir, me reservo ao direito de parar um segundinho para falar de minha mãe hoje.
Minha mãe parece que já nasceu mãe. Nunca a vi de outro jeito, senão sendo mãe de todos e para todos. Dona de um coração enorme, acho mesmo que para minha mãe, o filho da rua tem o mesmo valor do que o filho de casa. Minha mãe é mãe do flanelinha que limpa o seu carro enquanto sai para sua caminhada na praia, é mãe do meu melhor amigo, do rapaz da padaria, da moça da loja, do menino que tira xérox. Minha mãe é assim mesmo, impossível passar despercebida.
Minha mãe tem cara de abraço, de colo, de água salgada do mar que tanto adora. Parece uma menina quando vê o mar. Minha mãe é mãe profissional, de fazer o prato preferido do filho, de esconder presente, de dar demonstrações públicas de seu afeto, para os filhos e não filhos, aqueles que elege pela razão do coração. Minha mãe tem cheiro de bolo quentinho saído do forno, gosto de pé de jabuticaba, sua fruta preferida, de perfume Atkinsons, aquele que nem fazem mais, mas que remete aos dias de minha infância quando minha mãe, de banho tomado e com seu perfume preferido, me envolvia em seu abraço gostoso.
Minha mãe lembra a música de Emilio Santiago, de Nana Caymmi, trilhas sonoras de nossa vida, sons que entoavam nossos almoços de domingo, e ainda ecoam em nossa casa alegre e musical.
Ainda hoje mantemos o ritual de nos reunirmos para o almoço de domingo, algo quase que sagrado e sacramentado mesmo com minhas tantas idas e vindas, com os nossos acertos e desacertos, nossas tantas diferenças.
Impossível não falar de minha mãe hoje. Porque costumo respeitar esse chamado que quando fala, eu calo e obedeço e hoje ele me disse para vir aqui, nesse cantinho virtual, traduzir em palavras o amor que sinto pela minha mãe.
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