O Amor aos 30

Qual é a cara que o amor assume a partir dos 30 anos?
Sim, porque sendo praticamente a única entre uma leva de amigas casadas, ainda estou no páreo do jogo do conquista, de olhos abertos, em busca do par ideal. Isso me autoriza a falar sobre assunto com propriedade.
Tenho certeza que, como eu, qualquer mulher solteira na face da Terra deve ouvir frases do tipo “Sossega, que o que é teu, está guardado”, “Quando você menos espera, ele aparece”, “Menina, tá difícil mesmo, tá faltando homem no mercado”.
Confesso que nunca dei muita bola para as estatísticas. Prefiro apostar minhas fichas na natureza do acaso, nas surpresas dos encontros, na imprevisibilidade deliciosa do universo, que inexplicavelmente, une duas pessoas como se assim tivesse que ser, desde o início.
Sim, confio no destino. Mas como minha conexão com ele anda meio lenta nos últimos tempos, não custa nada apelar para o horóscopo do dia para checar se é hoje mesmo o dia ‘D’.
A verdade é que aos 30, percebe-se não se tem mais tanto tempo a perder. Daí o critério de escolha passa a não ser mais o ‘quem’, mas ‘quando’.
É que aos 20, julgávamos ter todo tempo do mundo, gente à beça para escolher, muita vida ahead para viver. Tanta estrada, para que parar agora?
Quando se chega aos 30, oh-oh – cadê todo mundo?
Força na peruca, ainda estou no páreo, vamos lá. Você já não é a mesma, aquela empolgação de outrora desapareceu e fez você valorizar uma bela noite de sono como jamais faria antes. Poucas coisas valem tanto. Isso significa dizer que você já sabe bem o que vai encontrar naquele barzinho antes freqüentado, a night já não é mais lugar potencial para proporcionar encontros amorosos. Ou será que nunca foi e só agora você se deu conta disso?
Com três décadas nas costas, você também já aprendeu a escolher: para onde ir, com quem sair, o que falar, quando calar. Não diz mais ‘sim’, quando queria dizer ‘não’, nem vice-versa. Em outras palavras, sabe reconhecer seus próprios limites. Isso, muita vezes, custa um alto preço, mas você não se importa. Aos 30, sua paz de espírito vale mais.
Sem ilusões, mais pragmática e menos romântica, aos 30, os joguinhos de amor perderam a graça. Você divide a conta sem problemas, sonha menos, chora menos por amor, não perde tantas noites de sono, nem deixa de comer à toa. Sabe o que quer. A essa altura do campeonato, o friozinho na barriga já desapareceu e os fatos já não te abalam como antes. “Que bom”, respiro aliviada.
Ou que mau. Será que perdi a capacidade de me apaixonar?
Sim, porque sendo praticamente a única entre uma leva de amigas casadas, ainda estou no páreo do jogo do conquista, de olhos abertos, em busca do par ideal. Isso me autoriza a falar sobre assunto com propriedade.
Tenho certeza que, como eu, qualquer mulher solteira na face da Terra deve ouvir frases do tipo “Sossega, que o que é teu, está guardado”, “Quando você menos espera, ele aparece”, “Menina, tá difícil mesmo, tá faltando homem no mercado”.
Confesso que nunca dei muita bola para as estatísticas. Prefiro apostar minhas fichas na natureza do acaso, nas surpresas dos encontros, na imprevisibilidade deliciosa do universo, que inexplicavelmente, une duas pessoas como se assim tivesse que ser, desde o início.
Sim, confio no destino. Mas como minha conexão com ele anda meio lenta nos últimos tempos, não custa nada apelar para o horóscopo do dia para checar se é hoje mesmo o dia ‘D’.
A verdade é que aos 30, percebe-se não se tem mais tanto tempo a perder. Daí o critério de escolha passa a não ser mais o ‘quem’, mas ‘quando’.
É que aos 20, julgávamos ter todo tempo do mundo, gente à beça para escolher, muita vida ahead para viver. Tanta estrada, para que parar agora?
Quando se chega aos 30, oh-oh – cadê todo mundo?
Força na peruca, ainda estou no páreo, vamos lá. Você já não é a mesma, aquela empolgação de outrora desapareceu e fez você valorizar uma bela noite de sono como jamais faria antes. Poucas coisas valem tanto. Isso significa dizer que você já sabe bem o que vai encontrar naquele barzinho antes freqüentado, a night já não é mais lugar potencial para proporcionar encontros amorosos. Ou será que nunca foi e só agora você se deu conta disso?
Com três décadas nas costas, você também já aprendeu a escolher: para onde ir, com quem sair, o que falar, quando calar. Não diz mais ‘sim’, quando queria dizer ‘não’, nem vice-versa. Em outras palavras, sabe reconhecer seus próprios limites. Isso, muita vezes, custa um alto preço, mas você não se importa. Aos 30, sua paz de espírito vale mais.
Sem ilusões, mais pragmática e menos romântica, aos 30, os joguinhos de amor perderam a graça. Você divide a conta sem problemas, sonha menos, chora menos por amor, não perde tantas noites de sono, nem deixa de comer à toa. Sabe o que quer. A essa altura do campeonato, o friozinho na barriga já desapareceu e os fatos já não te abalam como antes. “Que bom”, respiro aliviada.
Ou que mau. Será que perdi a capacidade de me apaixonar?
PS. Em tempo: A imagem acima é 'emprestada' do filme My BlueBerry Nights (Um Beijo Roubado), estrelando a Norah Jones (adoooro) que vi neste fim de semana. Filme sutil, delicado, com mensagens subliminares e relações metafóricas construídas ao longo da narrativa. Recomendo. Eu amei.

2 Comments:
Dani, o frio na barriga vai existir sempre e em qualquer idade, não se iluda. Em compensação, depois dos trinta ficamos mais seletivas e não trocamos a nossa paz de espírito e o que conquistamos, por coisas ou pessoas que não valham realmente a pena.Adorei de montão esse texto.
Dan,
Talvez seja suspeita pra dizer isso, mas lá vai! Aos trinta, mais do que aos vinte, o acaso e a imprevisibilidade deliciosa do universo importam menos que uma busca criteriosa... O inexplicável, aos trinta, passa a ser bem mais explicável...
(Adorei o texto!)
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