O ciclos da vida

Preste atenção nos movimentos da vida. Num minuto, lágrimas intercaladas com soluços refletem a tristeza de uma alma que chora de dor, de desamor, sabe-se lá. Num outro instante, gargalhadas em alto e bom som, lágrimas de um riso frouxo, uma alegria que bem podíamos congelar no tempo e tomar em conta-gotas, ao longo da vida. Lembrei disso enquanto refletia sobre a efemeridade dos sentimentos humanos. Esse, aliás, é um assunto que me fascina, tema do único poema que consegui escrever na vida, denominado “Efêmero”.
A verdade é que nenhuma dor dura para sempre. Que bom, alivia saber isso. Também não há alegria que seja eterna. Que mau.
É por isso que mantenho meu caderninho de anotações onde frequentemente transformo em palavras sentimentos que sei – avoada que sou – não conseguirei relembrar daqui a alguns meses, quiçá anos. Outro dia, me peguei lendo algumas dessas memórias e acredite: foi como se estivesse ali mesmo, transportada no tempo e no espaço para aquele lugar, com aquela pessoa, naquele instante. Pude até sentir o gosto, o cheiro, as sensações. Quando me dei conta e retomei os sentidos, descobri que os anos se passaram e aqui estou hoje, longe, num contexto tão diferente. Foi quando percebi que se fossemos mais espertos e atentos aos movimentos da vida, a essa gangorra de sentimentos, nos levaríamos a sério de menos, a vida de mais. Aprenderíamos a usufruir dos ciclos da vida de maneira mais intensa e não julgaríamos o momento pela eternidade. “Amanhã, eu te ligo”, “Depois a gente combina”, “Quando der, te visito”. Que nada. Para a maioria dos momentos, não há reprise nem segundo tempo. Hoje é hoje, amanha já foi. Em caso de dúvida, vale anotar no caderninho.
A verdade é que nenhuma dor dura para sempre. Que bom, alivia saber isso. Também não há alegria que seja eterna. Que mau.
É por isso que mantenho meu caderninho de anotações onde frequentemente transformo em palavras sentimentos que sei – avoada que sou – não conseguirei relembrar daqui a alguns meses, quiçá anos. Outro dia, me peguei lendo algumas dessas memórias e acredite: foi como se estivesse ali mesmo, transportada no tempo e no espaço para aquele lugar, com aquela pessoa, naquele instante. Pude até sentir o gosto, o cheiro, as sensações. Quando me dei conta e retomei os sentidos, descobri que os anos se passaram e aqui estou hoje, longe, num contexto tão diferente. Foi quando percebi que se fossemos mais espertos e atentos aos movimentos da vida, a essa gangorra de sentimentos, nos levaríamos a sério de menos, a vida de mais. Aprenderíamos a usufruir dos ciclos da vida de maneira mais intensa e não julgaríamos o momento pela eternidade. “Amanhã, eu te ligo”, “Depois a gente combina”, “Quando der, te visito”. Que nada. Para a maioria dos momentos, não há reprise nem segundo tempo. Hoje é hoje, amanha já foi. Em caso de dúvida, vale anotar no caderninho.

1 Comments:
É, Dan... Há tempo de plantar e há tempo de colher... Mas como saber que tempo é esse?
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