Quando menos é mais

Ao longo de minhas três décadas bem vividas, tenho percebido que não é preciso muito para ser feliz. Aliás, é preciso pouco, bem pouco. Quanto menos, melhor. Isso sob todos os aspectos. ‘Décor minimalista evita erros’, gritam os arquitetos. Menos roupas no armário poupam o tempo na hora de escolher o que vestir. Menos dinheiro no banco resguarda o sono, confunde menos. Até conhecimento em excesso é considerado um mal à alma, à sanidade. Arranha o ego, causa arrogância, vaidade. Não dizem que gente simples e ignorante vive melhor e bem mais?
‘Amigos, se conta nos dedos’, ensina a máxima, insinuando que são poucos, mas pouquíssimos, aqueles com quem realmente podemos contar. Tipo, ligar às 3 da manhã para chorar, sem pudores, as pitangas daquele traste que sumiu sem deixar vestígios? Ou bolar de rir pelo mico antológico que nem o pó do tempo conseguiu apagar da memória? Sobre as prerrogativas de uma amizade pra valer, acho que já foi dito o suficiente em tantos outros textos, por tantos outros autores mais competentes do que eu.
‘Pessoas vem e vão’ dizia um amigo que eu estimava muitíssimo, há alguns anos, com seu olhar blasé e tom de pouco-caso. Puxa, nunca me senti tão descartável!
Hoje vejo, no entanto, que ele tinha alguma razão. Talvez o que quisesse dizer, na verdade, é que no filme de nossas vidas, vão-se os atores coadjuvantes, ficam os principais.
E num 06 de agosto como ontem, aprendi que não seria casa cheia que me faria mais feliz. Nem centenas de chamadas telefônicas registradas em meu celular. Os poucos – e fiéis – amigos resumidos aos dedos de minhas mãos e presentes por mim naquela chuvosa e fria noite de quarta-feira, foram suficientes para preencher de conforto o meu coração e espírito e me fazer entender, de uma vez por todas, que, de fato, menos é bem mais.
‘Amigos, se conta nos dedos’, ensina a máxima, insinuando que são poucos, mas pouquíssimos, aqueles com quem realmente podemos contar. Tipo, ligar às 3 da manhã para chorar, sem pudores, as pitangas daquele traste que sumiu sem deixar vestígios? Ou bolar de rir pelo mico antológico que nem o pó do tempo conseguiu apagar da memória? Sobre as prerrogativas de uma amizade pra valer, acho que já foi dito o suficiente em tantos outros textos, por tantos outros autores mais competentes do que eu.
‘Pessoas vem e vão’ dizia um amigo que eu estimava muitíssimo, há alguns anos, com seu olhar blasé e tom de pouco-caso. Puxa, nunca me senti tão descartável!
Hoje vejo, no entanto, que ele tinha alguma razão. Talvez o que quisesse dizer, na verdade, é que no filme de nossas vidas, vão-se os atores coadjuvantes, ficam os principais.
E num 06 de agosto como ontem, aprendi que não seria casa cheia que me faria mais feliz. Nem centenas de chamadas telefônicas registradas em meu celular. Os poucos – e fiéis – amigos resumidos aos dedos de minhas mãos e presentes por mim naquela chuvosa e fria noite de quarta-feira, foram suficientes para preencher de conforto o meu coração e espírito e me fazer entender, de uma vez por todas, que, de fato, menos é bem mais.

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