www.Ilovebreakfast.com

Será que existe um site com esse título aí?
"Under construction", diz Mr Google.
Que pena. Porque não conheço ninguém que goste tanto de café da manhã quanto euzinha aqui. Sem sombra de dúvidas, minha refeição preferida. Acho chiquérrimo uma mesa bem posta com café, leite, chá, geléia, torradas. Sem falar no iogurte, granola, bolo, queijos, pão integral, panqueca. E aquelas cestas de café da manhã então? Um mimo, eu quero!!! A hora do breakfast é mesmo tudo de bom.
Nem precisa dizer o quanto me refestelo toda vez que fico hospedada em um hotel. E dependendo da região, o café da manhã agrega novos valores e sabores, se adapta ao contexto cultural de forma quase simbiótica.
Lembro que na Austrália, dia bom de café da manhã era sábado e domingo, quando todo mundo lá do college fazia fila no sacrificante dia pós-balada só para acordar mais cedo e comer aquelas pancakes grossas com maple syrup on top. Hummm. Dia de domingo, o menu era bacon & eggs, mas eu preferia Wheetabix com leite. O mais perto do natureba que consegui naquele refeitório onde tudo era ora frozen, ora enlatado.
No nordeste, o café da manhã tem o colorido das frutas, o frescor da água de côco, o nosso amarelinho fiel, o cuscuz, acompanhando o queijo coalho assadinho do jeito gosto, torradinho, com a crosta dourada, pão francês quentinho e suco de cajá, de caju, acerola, graviola. E tapioca com côco, afe maria.
No Norte, encontrei uma riqueza frugal sem precedentes – rambotamba, açaí, cupuaçu, tucumã, pupunha.
Lá pelo sul, tomei um dos melhores da cafés da manhã de minha vida, em um hotel 3 estrelas nada pretensioso numa cidadezinha italiana do interior de Santa Catarina chamada São Miguel do Oeste, para onde eu costumava viajar quinzenalmente para dar aulas de Literatura Norte-Americana na universidade local. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. E quilométrico. Lembro que a mesa dava voltas e mais voltas em círculos, e eu ficando tonta com tanta opção. Naquelas horas de pura comilança, cada segundinho das quase 14 horas de viagem de curvas e ladeiras entre Floripa e SMO valia a pena. No café colonial dos meus sonhos, o cardápio remetia à nossa herança ítalo-germânica: cuca de banana e de maçã, suco concentrado de uvas doces colhidas dias antes, nata, schmier (geléia), apfelstrudel (torta de maçã), wafles. Falando sério, o café da manhã do Hotel Solaris de SMO *** botou no chinelo o do Sheraton ***** de Porto Alegre, onde me hospedei no ano passado. Prova de que nem sempre hotel 5 estrelas (isso ainda existe?) tem café da manhã à altura dos quilates de suas douradas.
Já em Minas, esse ano, um café da manhã na cozinha, com os donos da pousada, no melhor clima fazendinha. Poucos itens, mas tudo cortadinho na hora, fresquinho: pães de queijo, geléia de uva preparadas pela dona da casa. Um luxo.
E você, gosta tanto de café da mahã quanto eu?

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