Thursday, 10 December 2009

Zen, zen, zen



"Viva o momento presente. O passado já se foi e o futuro ainda não existe. O aqui e agora é a única realidade.


Deu o que falar:a frase acima, citada no site da Bons Fluidos entre as 15 dicas pra se tornar mais 'zen' www.bonsfluidos.abril.com.br/livre/xtra/2/novo/index.shtml,
arrebentou em popularidade entre as minhas amigas e foi até parar no orkut.

Será mesmo que as pessoas estão transitando, perdidas e ansiosas, entre o passado e o futuro, sem se darem conta da preciosidade desse agora?

A meditação da atenção focada costuma fazer maravilhas nesse sentido: ela concentra a atenção do indivíduo naquilo que se está fazendo no exato instante do pensamento, levando-o a celebrar os tons, os cheiros, o sabor e a textura dos entornos,como uma sábia tentativa de levá-lo a apreciar o aqui e o agora.

Para os iniciantes na meditação como eu, uma sugestão de leitura: Meditação Andando, do monge vietnamita Thich Nhat Hanh, que explica direitinho como centrar sua atenção no momento presente. Para mim, fez uma diferença enorme e foi um divisor de águas na minha compreensão sobre a meditação.

E como dizem os budistas, que todos os seres sencientes possam se beneficiar de momentos de tranquilidade e paz. É disso que estamos precisando mais.

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Wednesday, 15 April 2009

Sobre as coisas que aprendi em casa


Pedir desculpa, dizer muito obrigada, com licença, respeitar os mais velhos.

Isso foi apenas a lição numero 1 do que aprendi lá em casa. O que sei que é há muito mais que isso no convívio das gentilezas sociais.
Existe uma questão de respeito que não se aprende nos livros. Algo que remete a si próprio e aos outros “fazer aos outros o que gostaria que fizessem a si próprio”, ecoa a voz de minha mãe, mais firme do que nunca em repassar aos filhos esse legado da boa-educação.
Sou grata a ela por isso.
Ganhou A com louvor em repassar aos seus lições valiosas que parecem ir desaparecendo nos círculos sociais com o passar do tempo e a correria da vida moderna. Falta parar para ouvir, olhar nos olhos, agir com respeito, tolerância, delicadeza.
Ah, essa boa e velha tolerância, como anda escassa!
Estressados, estamos explodindo à toa, correndo sem rumo, nem sabemos ao certo para onde nem porquê.
Uma palavra mal-intencionada soprada, e lá se vão, plumas ao vento de um estrago que não volta atrás. E como andamos fofoqueiros ultimamente!
Ruminamos internamente nossos pensamentos mais nocivos, sem nos darmos conta que esses vão, aos poucos, alimentando o ego e uma ferida interior que culmina em uma explosão muitas vezes direcionada a quem menos devíamos.
Falta parar para pensar sobre tudo isso. Refletir.
Se dói? Dói, sim, principalmente a consciência. Mas vale a pena. Nos sentimos mais aliviados em saber que estamos caminhando rumo à evolução espiritual.
Por isso e por tudo, mais do que pertinente compartilhar aqui o que andei ouvindo em um encontro budista do qual participei durante a Páscoa.

São quatro os pensamentos sobre os quais devemos meditar/contemplar diariamente, a fim de neutralizar os chamados venenos da mente:

1- a preciosidade de estarmos aqui e termos nascido e como fazer bom uso dessa ‘visita’ aqui na Terra;
2 - a impermanência de tudo que nos cerca, o que ajuda a desapegar;
3- o karma, porque somos o que somos e o que podemos fazer para purificá-lo;
4 - o sofrimento; devemos aceitá-lo ou evitá-lo?

Para ler mais sobre o assunto:
http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/pensamentos1.htm

Namastê e boa semana!

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Friday, 10 April 2009

** Noites com Sol **


Você já reparou no quanto a lua influencia alguns setores da vida?
Pescadores, por exemplo, se baseiam nas fases da lua para prever se a maré estará para peixe no dia seguinte.

Mulheres vaidosas supersticiosas jamais cortam suas madeixas em tempos de lua minguante, pois dizem que demora a crescer.

Quando a lua está fora de curso, é sinal de que algumas coisas podem travar no meio do caminho, melhor esperar. Isso acontece em algumas horas específicas do dia, e passa rapidinho, vale checar -
http://bonsfluidos.abril.com.br/lua/lua_fora_curso.shtml

Por que resolvi falar da lua em plena sexta-feira santa?
Porque ontem, ao espichar minha cabeça para fora da janela de meu apartamento, dei de cara com uma lua gigante, que iluminava um fim de tarde azul e bem mais fresco e agradável do que aquele dos últimos dias.
Daí, pensei: porque não falar da lua no blog?

Como tenho estudado - e comprovado! - os efeitos da bendita em meu tempo de ócio criativo, resolvi compartilhar aqui com vocês como a lua afeta nosso corpo e nossas emoções à medida que ela muda de fase. Vejam isso e me digam se não é verdade...

LUA CHEIA
Favorece a comunicação, ficamos mais abertos;
Favorece a sensualidade, ficamos também mais sensíveis;
Nosso humor muda rapidinho;
Nos dá mais pique para fazer exercício físicos;
Ficamos mais inquietos;
Nosso corpo retém mais líquidos nessa fase.

LUA MINGUANTE
Tempo de organizar a casa, a vida (bom pra fazer faxina!);
Nosso ritmo fica mais lento;
Tempo para fazer aquele balanço geral, transformar, cicatrizar as feridas abertas;
Bom para emagrecer, limpar as toxinas do corpo, fazer regime!

LUA CRESCENTE
Bom para executar tarefas e projetos em parceria;
A sedução está no ar, as relações iniciadas aqui tendem a ser mais duradouras;
Bom para reconciliações, é quando estamos mais tolerantes;
Ganhamos mais peso nessa fase;
Bom para prática de esportes, para fazer um check up;
O cabelo cresce mais saudável e os cremes para pele surtem mais efeito.

LUA NOVA
Melhor trabalhar sozinho nessa fase; bom para executar tarefas individualmente;
Tempo de reciclagem;
Mais pique para o amor;
Bom para esclarecer mal-entendidos;
Bom para começar uma dieta equilibrada, tentar emagrecer;
Os cabelos cortados nessa fase tendem a crescer mais volumosos;
Tempo para mudar de visual, renovar, recomeçar!

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Animou?
A próxima lua nova?
Dia 25/04!

Boa Páscoa de lua cheia!

PS. Noites com Sol é uma música que amo, de Flávio Venturini.
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Sunday, 22 March 2009

O jardim aqui dentro


Normalmente escrevo primeiro o texto para só então buscar uma imagem que ilustre o que quis dizer. Hoje, antes de escrever, já sabia que imagem usar.

Talvez porque me fujam palavras nesse silencioso domingo de março.
Talvez porque essas flores bastem para expressar tudo o que sinto, essa minha vontade de calar para re-descobrir a mim mesma.
Talvez porque hoje, assim, taciturna, eu queira repartir com você esse meu silêncio que não é nem de tristeza nem de dor, mas de uma vontade de me ouvir por dentro e de ir buscar aquilo que o destino possa ter reservado lá na frente.
Talvez porque saiba, no fundo, que me faltam paciência e resignação para saber esperar.
Porque sei, claro que sei, que existe um tempo de plantar e de colher, embora eu, ansiosa, queira garantias de estar aqui para ver os frutos brotarem e florescerem.
Ciente e disciplinada, tento entregar-me à meditação do aqui e agora, procurando perceber cada instante em sua plenitude e beleza, sem ater-me as distrações entre o que já se foi e o que virá.
A única certeza é que não quero ver a vida passar, mas tenho sempre a impressão que ela cintila é lá fora, no jardim ao lado, e não aqui dentro, onde estou.
Por essa minha absurda urgência de viver, pela intensidade a que me entrego as experiências da vida, é que hoje me reservo ao direito de calar para observar essas flores.
Onde estarão essas margaridas?
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