Dia 1 – A chegada

Exausta. Ainda muito cansada pelo trabalho das semanas anteriores, pisei em solo portenho. O aeroporto, pequeno, me causou surpresa, afinal de contas, Buenos Aires, acreditava, era Buenos Aires, capital de renome, não João Pessoa. Mas tudo bem, vá lá, o aeroporto era colorido, (pequeno), e acolhedor. Gostei e fotografei.
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O shift lingüístico foi outra coisa curiosa; de repente, me dei conta de que não estava mais no Brasil, mesmo estando logo ali. Uma bobagem, divagações lingüísticas que para quem trabalha com linguagem fazem toda a diferença.
Hora e tanto depois do vôo da Carol chegar, tcharaaaan – cabeça na rua, dentro do táxi, pelas ruas de Buenos Aires. Um clima de decadence avec elegance terceiro-mundista, algo como a Colômbia com mais estilo, não sei explicar. Já na estrada, a pobreza pelas marginais. Pobreza mesmo, parecia subúrbio brasileiro, com casas precárias, prédios do tipo favelão. Minutos depois, à medida que nos aproximávamos da cidade, aí sim, uma Buenos Aires mais moderna e cosmopolita, com ares de capital européia. Me lembrou muito Paris.
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As sacadas dos prédios tinham flores, todas elas, um mimo. Árvores secas começando a florescer, prenúncio da primavera. Mais uma vez, os códigos lingüísticos me intrigavam: peluquerias e confiterias enfileiradas, lembravam-me que não, apesar das coincidências sonoras entre português e o espanhol, Brasil e Argentina eram muito, muchisimo diferentes. Descobertas que eu faria nos dias seguintes.
Labels: Buenos Aires, viagens

2 Comments:
Dani, muito maneiro o blog.
DEu uma baita saudade de Bs AS.
Sua observação sobre os homens argentinos - assino embaixo.
beijos
Eita, uma viagem assim faz gosto a gente fazer!... Parece que andavas de bloco e máquina fotográfca, em punho. Mesmo para quem, ainda, não foi a Buenos Aires, fica fácil imaginar como seja.Parabéns.
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