Minha lembrança de Edu

Difícil mesmo é entender porque a morte nos rouba logo aqueles que parecem captar a verdadeira essência da vida e sorver cada instante como se fosse o ultimo.
Edu viveu intensamente, com a pressa daqueles que sabem que não há muito tempo a perder: Edu tinha fome de vida, sede de prazer, e em seus 35 breves anos espalhou amor, carinho, gentileza, e um afeto que só aqueles que puderam partilhar de sua convivência o sabem.
Edu tinha aquele sorriso branco que iluminava o mais obscuro dos lugares: era seu carisma que nos conquistava. Tinha um jeito muito Edu de ser: era um abraço gostoso, uma palavra amiga, um conselho sincero, uma generosidade só sua. Não tinha como não ceder aos encantos do negão.
Edu era a própria festa, a essência de aproveitar a vida.
E assim a morte chegou para abreviar a existência de Edu aqui na Terra e levar um pouco mais de luz lá pro céu. Sorrateira, não pediu licença, e foi tratando de tirá-lo de cena rapidamente, para abreviar tanto a sua dor como daqueles que certamente não saberiam acostumar-se com a lenta e gradual perda de sua alegria e de seu brilho.
Porque se hoje, nesse chuvoso domingo de 09 de agosto me fosse dada a chance de fazer um único pedido aos céus, esse seria de te dar um último abraço, Edu.
Um abraço forte de despedida, aquele que há muito tempo não dava.
Por que se eu soubesse que irias tão rápido, teria tido tempo de me preparar para te perder. Talvez por isso doa tanto hoje me adaptar a sua ausência.
Sentirei saudades.
Dani
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Labels: saudades

1 Comments:
Beautiful depiction of a friend's life. How harder can it get until we accept that good friends are hard to find, especially when they belong to God and are here to teach us a lesson? Rest in Peace, my friend.
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