Sunday, 8 February 2009

El Chaltén

Acho meio difícil alguém se apaixonar por El Chaltén à primeira vista. Há algo de decadente na estética do lugar, um aspecto de cidade em construção e destruição simultaneamente. Difícil de explicar. À primeira vista, esta minúscula cidade de 10 ruas cidade, 500 habitantes e pouco mais de 10 anos (é a mais recente de toda Argentina) - parece excessivamente árida, opaca e sem cor. Tem algo de cidade fantasma, daquelas de faroeste de filme norte-americano.

Em Chaltén, não há TV, celular não pega, telefone muito menos, o que é computador?
Gradativamente, vai-se acostumando com a dinâmica do lugar, onde o silêncio é tanto e tamanho, que ao fim de uma semana, já de volta à civilização, o menor barulho parece ecoar e ter tanto impacto que incomoda lá no fundo da alma.

Pouco a pouco, Chaltén vai virando sinônimo de aconchego para os mochileiros que, depois de um longo dia de caminhada entre montanhas de gelo, bosques e lagos, ao avistarem de longe a vila, sentem-se acolhidos pela sensação de enfim, depois de uma bem-sucedida jornada de exploração e superação, estarem de volta ao seio materno, onde habita a mais perfeita paz e onde o silêncio reina absoluto.

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1 Comments:

At 9 February 2009 at 06:37 , Blogger Juliêta Barbosa said...

E é esse silêncio e essa paz que mexem com a gente,pois no burburinho das grandes cidades não há tempo para pausas. E essas,são necessárias. Elas nos obrigam a entrar em contato conosco... E é aí, que mora o perigo.Quem somos,o que fazemos e o que queremos da vida? São perguntas para as quais o silêncio exige respostas.

 

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