Friday, 16 January 2009

Human Family

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Há alguns anos li um texto chamado Human Family que me tocou muitíssimo. Na verdade, descobri esse texto em sala de aula, escondidinho entre as páginas de um livro pouco pretensioso de redação em língua inglesa. Mesmo não sendo muito ligada em poesia, lembro que senti uma vontade enorme de ler o texto em voz alta, talvez intimada pelo seu título ou quem sabe, por suas duas últimas estrófes que gritavam para ser lidas: “We are more alike, my friends, than we are unalike” (“Somos mais semelhantes, meus amigos, do que diferentes”).
Hoje, graças ao Sr. Google, decidi revisitar esse texto na Internet – nem me lembrava do título, só das últimas duas estrofes – e descobri que seus créditos pertencem à octogenária Maya Angelou, escritora norte-americana e ativista dos direitos civis.
É um texto bem oportuno em tempos de conflitos na Faixa de Gaza, dessa intolerância exacerbada e descabida que alimentamos em relação as nossas diferenças culturais, políticas, religiosas, individuais.
“Somos mais semelhantes, meus amigos, do que diferentes”, termina Maya, cujo nome, curiosamente quer dizer ‘ilusão’ em hindu. A ilusão de nos julgarmos diferentes entre si.

Por que em essência, buscamos a mesma coisa. Ricos, pobres, intelectuais, iletrados, orientais, ocidentais, muçulmanos, cristãos, judeus, budistas. Estamos atrás do mesmo tesouro, aquele escondido dentro de nós mesmos, que só nós, mais ninguém, podemos desencavar.
E observando os vários de nós espalhados por diversos lugares do mundo, chego à conclusão de que vivemos atrás DISSO aqui: ser feliz, gozar, viver experiências universais como o amor, o sexo, a amizade, a intimidade, a cumplicidade, a indulgência. E não há, por mais que se tente, um único de nós que nunca tenha chorado, sofrido, deprimido, amado, acertado, errado. Vivido.
Porque habitamos o mesmo barco que nos conduz através desta viagem chamada vida. E isso nos une. E sem ilusões, Maya, nos torna incontestavelmente semelhantes.
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Como silenciar diante de tanta dor em meio aos conflitos na Palestina? Como calar diante uma foto como esta? Ignorar? Fingir que nada que não é consigo?
Deixo registrado em meu blog hoje minha indignação e total perplexidade diante de cenas como esta.
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Human Family (Maya Angelou)

I note the obvious differences in the human family.

Some of us are serious, some thrive on comedy.
Some declare their lives are lived as true profundity, and
others claim they really live the real reality.
The variety of our skin tones can confuse, bemuse,
delight, brown and pink and beige and purple, tan and
blue and white.
I've sailed upon the seven seas and stopped in every land.
I've seen the wonders of the world, not yet one common man.
I know ten thousand women
called Jane and Mary Jane, but I've not seen any two who really were the same.
Mirror twins are different although their features jibe, and
lovers think quite different thoughts while lying side by side.
We love and lose in China, we weep on England's moors, and laugh and moan in Guinea, and thrive on Spanish shores.
We seek success in Finland, are born and die in
Maine. In minor ways we differ, in major we're the same.
I note the obvious differences between each sort and type, but we are more alike, my friends than we are unalike.
We are more alike, my friends, than we are unalike.

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